Aumento dos planos de saúde: uma revoltante vergonha!

Não há fórmula mais eficiente e sucinta para definir os frequentes aumentos pleiteados – e obtidos – por empresas responsáveis pelos chamados Planos de Saúde, que atendem à população brasileira.

Única forma que o cidadão encontra para suprir a ineficiência dos nossos serviços públicos de Saúde, esses Planos acabaram sendo um mal necessário, que a população sabe Deus como, acaba dando um jeito de encaixar em seu já minguado orçamento.

Só que, a cada ano, quando chega a hora de absorver os inevitáveis aumentos que a onda inflacionária exige, os usuários desses serviços, especialmente os mais velhos, não têm como mantê-los nos anos de vida que lhes restam.

Tudo em função de uma realidade revoltante: esses aumentos, invariavelmente acima dos índices de inflação e dos aumentos no holerite mensal dos trabalhadores, acabam sendo concedidos, em função da gana pelo lucro fácil das empresas e pela leviandade dos órgãos públicos que os concedem.

E aos cidadãos menos favorecidos não resta alternativa a não ser abrir mão de seus planos e submeter-se a uma vida indigna, sem sequer o mínimo dos cuidados médicos necessários, e, assim, apressando a própria morte.

Estamos vivendo novamente essa dura realidade: foi concedido pela ANS um aumento de cerca de 15,5% a esses serviços e a decisão, que ainda é objeto de ação de contestação que tramita pelo Senado Federal, irá condenar milhões de brasileiros a abrir mão do mínimo que necessitam, em relação à Saúde, para um final de vida pelo menos digno.

A pergunta às autoridades que cabe ante essa realidade é uma só: até quando essa política criminosa irá perdurar?